Cotidiano

Cruz Vermelha Internacional facilitará socorro de baleados em favelas do Rio

O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) --veterano na assistência a vítimas de guerra em todo o mundo-- vai facilitar, por meio de uma parceria, o acesso de agentes da Secretaria Municipal de Saúde às favelas do Rio para prestar socorro às vítimas de tiroteios e acidentes domésticos. As ações serão nos complexos da Maré e Alemão, Cantagalo, Cidade de Deus, Parada de Lucas, Vigário Geral e Vila Vintém.Dois homens morrem em operações policiais no RioMortes em confrontos superam homicídios em três regiões do RioBala perdida fere morador na zona norte do RioA secretaria informou que traçou um termo de cooperação com o CICV para melhorar a assistência às famílias que vivem em condições de maior risco "nas sete áreas de altíssima vulnerabilidade dentro de comunidades assoladas pela violência urbana". Ainda segundo o órgão, a previsão é que o projeto seja colocado em prática até o fim do ano.A atuação de médicos, enfermeiros e psicólogos do governo municipal será baseada em três eixos: acesso às favelas com identificação de barreiras, saúde mental (estresse pós-traumático) e saúde do adolescente (gravidez e doenças sexualmente transmissíveis).A porta-voz do CICV no Brasil, Sandra Lefcovich, afirmou à Folha Online que cerca de 50 instrutores já foram capacitados este ano e devem prestar apoio aos moradores das comunidades neste final de semana. Desde o ano passado, a Cruz Vermelha Internacional realiza trabalhos comunitários nos complexos do Alemão e da Maré, em Vigário Geral e Parada de Lucas."Este ano iremos ampliar o trabalho com o projeto de primeiros socorros em mais comunidades. O projeto não vai se restringir a feridos por balas, mas também a queimados e vítimas de acidentes domésticos. Nosso objetivo principal é melhorar o acesso à saúde de pessoas que moram em áreas de risco", disse Lefcovich.Em julho deste ano, foi iniciado novo curso de instrutores de Primeiros Socorros Comunitários, com voluntários da CVB (Cruz Vermelha Brasileira) e moradores das sete comunidades. Com a iniciativa, a organização espera que os frequentadores das aulas tenham condições de atender feridos, sejam eles vítimas da violência ou de acidentes domésticos.Entre as ações do comitê estão campanhas contra a dengue, tuberculose e DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). De acordo com a porta-voz da Cruz Vermelha Internacional, entre abril e junho de 2009, as ações humanitárias atingiram cerca de seis mil habitantes das sete comunidades.